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Você quer entrar no culto de Chucky?
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Você quer entrar no culto de Chucky?

Com os passar dos anos, todos os grandes vilões dos filmes de terror que nos deixaram com pesadelos por vários dias, acabaram se tornando vítimas da onda de remakes e reboots, que demonstra a falta de criatividade que atinge Hollywood. Chucky até então permanece imune à essa moda e se mantem com sua história fiel e intacta com suas sequencias a sua franquia original.

Dom Mancini pode com certeza ter todos os créditos por esse feito, responsável pelo roteiro de todos os filmes “Brinquedo Assassino” e diretor de o Filho de Chucky merece nosso respeito porque provou que ao longo de 30 anos a saga de boneco possuído por um serial killer conseguiu se reinventar a cada filme lançado, e nesse filme ele faz novamente.

O sétimo filme da franquia é focado novamente em Nica, interpretada por Fiona Dourif, que agora está internada em uma clínica psiquiátrica após as acusações dos assassinatos ocorridos na mansão contra sua família. Agora Chucky quer terminar o que começou, e vai ao encontro da garota para uma sequência de pânico e sangue. Quando diversos corpos começam a aparecer, Nica tem certeza que seu pesadelo ainda não acabou e acredita fielmente na culpa do boneco por trás dos assassinatos, embora  todos aos seu redor a culpem pelas mortes devido ao seu estado de saúde mental.

A ambientação do filme com cenários gélidos e incrivelmente brancos tem um contraste com a loucura e o sangue, que posso dizer com certeza que é o filme mais sangrento da saga.

Agora se você ficou confuso com a timeline do filme anterior e de como os acontecimentos se ligavam a cena de pós créditos, já aviso de antemão para ficar tranquilo, pois a genialidade de Macini, consegue amarrar as pontas soltas deixadas pelo filme anterior. Embora, alguns pontos ficaram sem resposta, como onde está o filho de Chucky e Tiffany, Glen/Glenda.

De qualquer maneira, o roteiro não só faz uma amarra bem-feita em relação a história do filme anterior, como também introduz antigos sobreviventes aos novos fazendo assim, uma junção de gerações.

O pequeno garoto Andy Barclay, que hoje já um homem adulto, interpretado por Alex Vicent, retorna como apoio para Nica na luta contra a obsessão de Chucky. Embora alguns diálogos com Chucky, a volta do personagem não traz algo de relevante para a história, apenas para o público da velha guarda que é atingido por uma onda de nostalgia.

Diferente dos filmes anteriores que a partir de a noiva de Chucky, apelou um pouco mais para o lado cômico, nesse capitulo o roteiro investe em um tom mais sério sem deixar o humor negro de lado. Chucky está mais marcante e tem menções honrosas dos outros filmes em seus diálogos. A aparência do boneco está bem realista sua arte está de acordo com que a tecnologia do cinema de hoje em dia tem a oferecer.

De longe é o filme mais sangrento; mortes elaboradas e bem filmadas, cheias de brutalidade, o que assusta até mesmo o próprio personagem, como ele mesmo afirma em determinada cena. O roteiro faz uma mistura de realidade e fantasia, com direito a sequencias com pesadelos, o que faz com que o público fique incomodado com o que de fato está acontecendo diante dos seus olhos.

O “culto” até então mencionado no título do filme tem seu conceito não tão aprofundado, acho que propositalmente, foi elaborado assim, para ser melhor explorado na sequência. Esse filme percorre novos territórios e faz uso de elementos que serão fundamentais para o desenvolver dos personagens e de seus possíveis sobreviventes.

A morte nunca esteve tão divertida e diabólica, o humor é deixado em segundo plano, afinal de contas, ele é o cabo da faca que sustenta a lamina enquanto ela faz o seu enigmático e fatal trabalho.

Alex Luz

Alex Luz

Jornalista apaixonado pelo mistério!

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