RESENHA SÉRIE: THE GOOD DOCTOR (1ª TEMPORADA)
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RESENHA SÉRIE: THE GOOD DOCTOR (1ª TEMPORADA)

 

Extremamente talentoso no que fazia, o manco Dr. Gregory House conquistou milhões de espectadores ao longo de 8 temporadas, inclusive este que vos fala, como o amoral deus ex-machina,que através de um insight resolvia casos médicos impossíveis (vezes críveis, vezes não) enquanto sua equipe batia cabeça e vomitava em cena um brainstorm de nomes que não entendíamos.

Extremamente talentoso no que faz, Shaun já conquistou milhões de espectadores, e tem confirmada uma segunda temporada da sua série como o deus ex-machina, que através de um insight resolvia casos médicos impossíveis (vezes críveis, vezes não) enquanto sua equipe bate cabeça enquanto vomita em cena um brainstorm de nomes que não entendemos.

Não é piada eu praticamente repetir os parágrafos.

Penso que dramas médicos são um caminho seguro na televisão, e David Shore, showrunner da série acima conseguiu construir a sua fórmula basicamente mesclando o drama conhecido de "E.R." e da interminável "Grey's Anatomy" ao perfil do "homem difícil", ou o mais conhecido como o "odioso ranzinza que amamos". Em "The Good Doctor" a fórmula continua basicamente a mesma destacando-se diferenças aqui e ali da série coreana da qual se baseia. Ao começar pelo médico em questão.

Portador de autismo, o jovem médico Shaun (Freddie Highmore, o eterno Norman Bates) é tutorado pelo presidente Dr. Aaron Glassman (Richard Schiff) numa vaga de residente em seu importante hospital. A questão é a comoção e o choque natural que sua condição causa comparado à exigência natural da medicina, porém, seu talento diagnóstico supera qualquer expectativa e justifica a presença do jovem na seleção de residentes, ao ponto de Glassman literalmente colocar a mão no fogo acreditando cegamente no talento do jovem.

Detrás da estrutura previsível de problemas impossíveis de serem solucionados, mas que graças à superação e auto-didatismo de Shaun a sua equipe volta atrás e soluciona o problema. "The Good Doctor" em um texto singelo, e por vezes tocante na simplicidade na duas partes de "Islands" (E11-12), nos "casos da semana" encontramos um drama confortável que habilmente traz assuntos pertinentes, constantemente levantando a bola para a questão da inclusão e dos desafios de um autista (ou qualquer pessoa diferente) na sociedade. Um abraço quentinho de Shaun onde encontramos aquele meio-comum que dignifica e coloca as pessoas em tons mais cinzas independentemente de sua condição e percepção de mundo, sempre colocado no texto de forma sutil e nada invasiva.
 


Segura em todos os seus passos, "The Good Doctor" segue essa linha até no seu nome - pense nos "The Goods" (The Good Fight, Wife, Place...) - e se mantém naquele medium place através de um entretenimento simples e até comovente em certos momentos na relação entre os médicos apesar de seus sumiços entre um episódio ou outro.

Contendo o velho caráter "novelão" que desperta aquele sorriso no rosto, xingando ou adorando tal personagem, enquanto se vê o episódio ao lado de um pessoa querida. "Em "The Good Doctor" David Shore encontrou aquele lugar comum que entrete o espectador com o máximo conforto, sem maiores inventividades ou malabarismos (o que não é problema algum). Apenas se limitando a trocar o ranzinza House pelo bom e (extremamente) sincero Shaun, enquanto os esforçados insights do personagem aparecem agora através de animações na tela e não mais numa lousa.

"The Good Doctor" tem um recorrência perigosa e conhecida em séries médicas, então penso que talvez seja um caminho (ainda) mais seguro se Shore resolver sair um pouco dessa zona de conforto. Porém, com a segunda temporada sendo garantida devido a boa (e merecida) audiência, esse seja um paralelo que pode se distanciar cada vez mais a medida que o desenvolvimento de Glassman, e principalmente de Shaun forem aumentando, inclusive se a realidade do hospital que eles trabalham se aproximar da realidade mostrando assim que o impossível pode ser realmente impossível.

Clube Minha Série
André Prado
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