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O Bosque: franceses não sabem mais fazer guerra, mas séries...

O Bosque: franceses não sabem mais fazer guerra, mas séries...

A França é um país que facilmente encanta. E, se um dia foram referência de poderio militar, sinto me impelido a dizer que, atualmente, as produções cinematográficas tomaram esses lugar e hoje os franceses podem usar-se disso para se gabar. Pessoalmente, acredito que, desconsiderando a hegemonia estadunidense, tenho os franceses como maior referência em séries.

Minha relação cinematográfica com o país do Napoleão surgiu em 2012, com uma série que me muito me surpreendeu na época: Les Revenants (sendo que, até então, minha única experiência em acompanhar séries se limitava a Lost e The Walking Dead – sendo essa segunda pela TV). Infelizmente, após todos esses anos não lembro como fui descobrir a série (por mais que desconfie ter visto alguma imagem sua em sites de séries online #saudades), porém, posso dizer com total certeza que não fui o único a considera-lá fenomenal – reflexo visto no Emmy em 2013 e na existência de uma  adaptação (que considero uma cópia descarada e estrambótica) feita pela Netflix, chamada de The Returned.


Finalmente, após toda essa exaltação à França, venho a discorrer sobre o real tema aqui: La Forêt (ou O Bosque); é uma produção francesa disponível atualmente no catálogo da Netflix (se não me engano, apareceu em julho de 2018 com o selo original do serviço) do gênero drama policial, com alguns elementos do suspense.

De antemão, aviso que todo o texto é apenas opinião pessoal e nunca colocaria como verdade universal – até porque admito que há muito sentimentalismo envolvido e minha opinião –, logo, caso já tenha assistido (ou venha a assistir), muito provavelmente você irá discordar de mim.

Acho que primeiro gostaria de citar os pontos que creio serem negativos na série, como a essência base e os elementos dela serem bem clichês (no caso, até então nunca tinha visto uma série juntar todos os elementos presentes nela, mas outras já juntaram quase todos em uma única trama –  se não todos), além do que eu considero ser pontas soltas na história (porém, pode também ser considerado como elementos interpretativos e/ou dedutivos). Mas longe dessas duas críticas afetarem, mesmo que minimamente, negativamente a experiência para com a série. 

Considero que, mesmo tendo elementos da trama já usados em outras obras, a história é bem original e os "plots"/reviravoltas são surpreendentes, e te levam a consumi-lá de forma voraz inconscientemente. Além da abordagem e discussão de muitos elementos sociais (alguns polêmicos) e algumas "lições de vida".

As personagens são bem marcantes, principalmente o chefe de polícia, Gaspard Decker, a tenente Virginie e a professora Ève, e senti que todos as personagens secundárias que tiveram mais de uma, e relevante, aparição eram bem construídas e de fácil memorização – porém, o fato de eu ter assistido direto todos os seis episódios pode ser a resposta para essa fácil associação.

Toda a trama que gira em torno de uma cidade pequena, em que todos se conhecem, e uma floresta tida com misticismo por sua população, levam você a se envolver com as personagens. E, pelos menos da minha parte, só consegui adivinhar algumas poucas incógnitas criadas durante o desenrolar dos episódios perto de suas revelações – mas a maioria eu errava, e era pego com extrema surpresa.

A série, creio eu, pode agradar facilmente pessoas que já assistiram e gostaram de: The Killing, The Fall, The Leftovers, The Sinner, Dark e The OA. E recomendo assistir direto todos os episódios ("maratonar"), até porque são apenas seis episódios de cinquenta minutos, em média, cada – mas creio que anseio por saber o que vem a seguir leva facilmente a se fazer isso.


Para terminar, gostaria de explicar que, como essa é minha primeira análise/crítica/review de uma obra – pelo menos de forma expontânea – tentei seguir por um caminho que não citasse diretamente a sinopse e a trama, assim como não envolvesse spoilers; meu objetivo foi tentar fazer realmente um depoimento da minha opinião pessoal – como se estivesse conversando diretamente com alguém –  portanto é envolto de muita sentimentalidade e opiniões arrojadas, mas não deve ser levado de forma alguma como uma ofensa por alguém. 

A todos que leram, muito obrigado pela sua atenção!

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