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Analisando - Maze Runner a cura mortal é uma regeneração escrupulosa

Analisando - Maze Runner a cura mortal é uma regeneração escrupulosa

Maze Runner, é uma franquia de filmes baseados na obra literária de James Dashner, cuja a premissa gira em torno do futuro pós-apocalíptico vivenciado em sua boa parte por adolescentes. Esse enredo foi muito adaptado por outros estúdios de outras obras literárias como o caso de Divergente, Instrumentos Mortais, Jogos Vorazes. Todos tentado fazer no cinema o feito que J.K. Rowling fez com a saga Harry Potter.

A saga do garoto Thomaz (Dylan O Brian) que escapa do labirinto encerra sua curta jornada no cinema com o terceiro capitulo Intitulado de Cura Mortal. Quando falamos do encerramento de uma trilogia (3), tetralogia (4), hexalogia (5) ou heptalogia (6) de filmes, o objetivo é encerrar a história sem brecha para continuações, responder as questões em aberto e mostrar o destino de cada personagem em seu contexto. Isso foi o que Maze Runner fez em partes, coisas que outras franquias que encerram sua jornada em 2017 não fizeram, como foi o caso de Resident Evil.

Com todos os atrasos na produção do longa, fatos como, o acidente que feriu gravemente Dylan O’ Brien durante as filmagens, o que acarretou em uma internação por meses e a gravidez de Kaya Scodelario. Isso gerou um atrasado de cerca de 2 anos, que pode dar a franquia um tempo para respirar já que seus concorrentes estavam afundando nas bilheterias e gerando até cancelamentos.

Embora a ambientação de Maze Runner esteja sendo usada agora em seriados de TV, a 20th Centry Fox pelo menos não deixou os fãs na mão. Em 2018 o contexto diatópico ainda funciona.

O filme todo gira apenas no resgate de um único personagem, Minho, interpretado por Ki Hong Lee, que no filme anterior foi capturado para ser usado como cobaia para novos testes em busca da cura do vírus que devastou o mundo. Embora o filme tenha ótimas cenas de ação, a busca de Thomaz em arriscar todos os demais por um único personagem sem que ele represente nada para ele, chega a ser boba e confusa.

Afinal de contas qual o motivo de colocar a vida de todos em risco por alguém que não representa nada para ninguém? Talvez ele tenha um caso com ele e não saibamos.

Mesmo que o último filme traga um ar de despedia para o elenco, pois depois disso muitos vão ficar sem trabalhos, porque o mercado cinematográfico teen é muito concorrido. Isso não afeta a interpretação dos atores que se mostram realmente empenhados em fazer o melhor que podem em um roteiro confuso que consegue fechar a história, mesmo que forçando certas situações goela abaixo do público.

Por trás da história é até possível perceber uma certa critica a sociedade moderna, afinal de contas, o “muro” do filme que separa os mais, dos menos privilegiados, seria a culpa que sentimos por não perceber as desigualdades de classes pela qual vivenciamos todos os dias.

Embora o roteiro seja um pouco fraco, o longa mostra todos os aspectos de um encerramento, como a emoção, o medo, e a aventura. O terceiro capitulo não se iguala ao primeiro, muito menos ao segundo, mas pelo menos nós vemos a luta, o segredo, o medo, a vitória e morte do herói.


 

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Alex Luz
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Jornalista apaixonado pelo mistério!

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