3 razões (e outras mais) para lamentar o cancelamento de Chewing Gum
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3 razões (e outras mais) para lamentar o cancelamento de Chewing Gum

A nossa amada - e louvada - Netflix vem investindo cada vez mais nas produções originais, e tem agradado ao público e a critíca, com séries dos temas mais variados possíveis, sempre com um toque, por mais sutil que seja, de problematização.

Uma dessas produções é a série britânica Chewing Gum, estrelada pela atriz Michaela Coel. A série está disponível em duas temporadas, e teve início em 2015.

Vou apresentar três razões que nos fazem chorar pelo cancelamento da série, recentemente confirmado pela protagonista e também produtora, Coel.

Number one: Tracey.

A protagonista é, sem dúvidas, uma das melhores coisas da série. Com nuances de comédia e drama, Coel dá vida a uma personagem imprevisível, hilária, além de complexa em suas relações e que nos faz refletir sobre o cotidiano de uma típica jovem negra que mora na periferia. Desde as expressões únicas e a naturalidade da comédia que permeia o enredo, até as formas de lidar com suas quetões mais complicadas (nem tão complicadas assim), Tracey é a alma do projeto e assisti-la é no mínimo, terapêutico.

Number two: Cinthya.

A irmã de Tracey, Cinthya, interpretada pela atriz Susan Wokoma, é o segundo melhor aspecto da série. Com uma ingenuidade quase patológica, a personagem nos enche de amor e ódio ao longo das curtas temporadas da série. A atriz vai da comédia ao drama de forma que, ao passo que estamos rindo das situações nas quais se envolve, estamos também de coração apertado com sua situação amorosa. E, sem dar spoiler, ela surpreende muito no decorrer da história. 

Number three: Joy.

Realmente esse é o nome do sucesso, a atriz Shola Adewusi, mesmo ocupando o motivo número três dessa lista, é sem dúvidas uma das joias mais brilhantes da produção. A personagem cegamente religiosa, também nos anima muito com suas crises de mãe coruja, e representa a força da mulher que educa duas filhas sozinha, e mostra também os dilema que ela enfrenta ao não saber lidar com as novidades das filhas. Joy tem um temperamento, por vezes ácido, sensível, e contempla muitos aspectos da personalidade das mulheres em situações como a sua.

Vocês devem ter percebido que apenas mulheres negras foram listadas, não que os e as demais personagens não sejam bons(as), mas a escolha dessas três mulheres simboliza a força da mulher e a necessidade de que estas, sejam negras, asiáticas, latinas, lésbicas, trans, ou quaisquer que sejam tenham mais espaço, respeito e claro: RECONHECIMENTO. 

P.S.: fica a esperança de que a série tenha continuidade, né gente?

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